FECOMÉRCIO envolvida em esquema milionário de Sergio Cabral

Dinheiro

Da redação

A Operação Jabuti foi deflagrada no Rio de Janeiro pela Polícia Federal em mais um desdobramento da Operação Calicute, da Lava Jato. Desta vez, com o objetivo de investigar o desvio de recursos da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (FECOMÉRCIO-RJ); além de lavagem de dinheiro e pagamento de cerca de R$ 180 milhões em honorários advocatícios com recursos da própria entidade.

Realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), com apoio da Receita Federal do Brasil, a Operação Jabuti reúne aproximadamente 60 policiais federais que cumprem um mandado de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, pessoas ligadas à gestão da FECOMÉRCIO-RJ estariam envolvidas em operações irregulares, incluindo o desvio de recursos, lavagem de dinheiro e pagamento, com recursos da entidade, de vultosos honorários a escritórios de advocacia, somando mais de R$180 milhões. Nesse valor, estão incluídos cerca de R$ 20 milhões que teriam sido pagos ao escritório pertencente à esposa do presidiário e ex-governador Sergio Cabral.

Apurou-se ainda que diversas pessoas receberam, por anos, salários da FECOMÉRCIO-RJ, embora nunca tenham trabalhado no Órgão. Algumas dessas pessoas, na verdade, trabalhavam para Cabral, e outras são familiares próximos de outros membros da organização criminosa.